terça-feira, janeiro 11

3 comentários:

  1. Anónimo18:19

    Como um pé sem sapato. Uma mão sem dedos. Um olhar sem olhos. Um beijo sem lábios.

    Uma cor, sem tom. Um som, sem ouvido. Uma degustação, sem paladar. Um voo, sem asas. Um amor, sem coração.

    As luzes brilham preguiçosamente na mente adormecida de quem não quer acordar. Acordar para não. Não ver, não ter, não ser, não sentir, não fazer. Mas querer.

    Ser-se tudo quanto o sonho permite. Tão! De tão grande! Mas tão, de improvável.

    Num dia solarengo, à noite ao deitar, enquanto se faz a calçada escura e desalinhada das ruas da cidade acordada, ele vem, de mansinho, querendo se alojar onde não mais existe o quê. Dói a dor de não poder. De não mais ser aquilo que foi suposto ser. Pessoa inteira de feições femininas. Qual objecto de desejo masculino! Fechar os olhos e esquecer.

    Desnudada de mim. Grudada em mim. Sem mim. Comigo sã e sem dor. Daquelas que não aquecem nem tudo nem nada. Perdida da imagem que foi ou gostaria ser.

    Quanto de mim perdi? Quanto de mim, deixei ser. Quanto de mim gostaria, como as folhas de Outono, secar, partir, cair. Quanto de mim gostaria ser, como aquela flor de Primavera, linda, brotando no tempo, se fortalecendo de atributos, irradiando sua beleza pelos olhos passantes. Deixar-se ser o que se é, sem se ter de aplacar, para sempre.

    E aquela dor de querer, de pertencer, de ter, é singelamente apagada, assim que os primeiros raios de brilho espreitam.

    Não sei onde, um corrupio desnudado de sombra sem fim!

    Vanda

    Bjo

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  2. como já vim no final ds terça feira desejo-te uma optima quarta feira
    beijinhos
    ..

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Amo quem chega trazendo Carinho, Sorrisos, Alegria e Paz para a nossa Vida.