quinta-feira, abril 21

A Lenda do folar da Páscoa

Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, habitava uma rapariga chamada Mariana, cujo único desejo e objectivo na vida era casar cedo. 
Mariana rezava todos os dias a Santa Catarina e de tanto rezar, o seu desejo acabou por se realizar.
Um certo dia, surgiram-lhe dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e muito bonitos.
Perante uma grande indecisão, Mariana voltou a rezar a Santa Catarina, pedindo-lhe ajuda para tomar a decisão acertada.
Enquanto estava concentrada na sua oração, o lavrador pobre, chamado Amaro, bateu-lhe à porta e pediu-lhe uma resposta, marcando como data limite o Domingo de Ramos. 
Nesse mesmo dia, umas horas depois, apareceu o fidalgo e pediu-lhe também uma resposta. Mariana ficou sem saber o que fazer!
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha, muito aflita, foi a casa da Mariana avisá-la de que tinha visto o fidalgo e o lavrador numa luta de morte, no meio da rua. 
Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e, ao pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.
Na véspera de Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, pois tinha ouvido dizer que o fidalgo ia aparecer no dia do seu casamento para matar Amaro.
Mariana voltou a pedir ajuda a Santa Catarina e a imagem da Santa apareceu-lhe, a sorrir. 
No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar de Santa Catarina e, ao chegar a casa, viu um grande bolo com ovos inteiros, rodeado das flores que Mariana tinha posto no altar, em cima da mesa. 
Correu até casa de Amaro e para seu espanto, também este tinha recebido um bolo semelhante. 
Pensando ter sido ideia do fidalgo, resolveram ir agradecer-lhe.
Mas também este tinha recebido o mesmo bolo.
Mariana teve a certeza de que tudo aquilo tinha sido obra de Santa Catarina.
Inicialmente chamado de folore, o bolo passou a ser conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação.
É por isso que, nos dias de hoje, os afilhados levam um ramo de flores às madrinhas de baptismo e estas, no Domingo de Páscoa, oferecem-lhes, em retribuição, um folar.   

13 comentários:

  1. Muito gira não conhecia a história muito mesmo obrigada,bjokinhass

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  2. Tambem não conhecia esta historia
    beijinhos eu continuo a ter bom tempo lol

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  3. Um beijinho com o desejo de uma doce páscoa

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  4. já ia :p tens aí???
    tenho que fazer um :o) beijokas

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  5. Olá Belinhagulosa.
    Pelo nome és cá das minhas.
    Beijinhos

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  6. Beijinhos Angelina
    Sonia e Lina.

    Lina eu não faço folar,tenho aqui ao lado uma pastelaria que os faz muito bem,todos os anos vou lá comprar.

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  7. Eu costumava fazer no forno de lenha. Agora prefiro mesmo umas amendoas de chocolate negro mas de amendoim- descobri este ano- são ótimos e viciantes.
    De resto nunca gostei muito desta época- a minha mãe sim- ainda o ano passado em Aveiro deu um beijinho na cruz- em Aveiro, cidade, ainda anda o Padre com dois audantes e 2 senhoras- em troca do bj dão amêndoas.

    Uma boa Páscoa e final de semana prolongado.
    Bjs

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  8. Natália desejo-te uma Páscoa Feliz.

    Beijinhos

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  9. Obrigado Isalenca
    Feliz Páscoa
    beijinhos

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  10. Obrigada pela partilhas :-)
    Não conhecia!!!
    Beijinhos e uma SANTA e FELIZ PÁSCOA!!!!

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  11. Natália
    Que bela história, não conhecia. Desejo à você uma feliz Páscoa cheia de paz e alegrias. Obrigada pelo seu carinho e pelas visitas em meu blog. Um abraço!

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  12. Anónimo18:03

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Amo quem chega trazendo Carinho, Sorrisos, Alegria e Paz para a nossa Vida.