sexta-feira, fevereiro 28

                  EU SOU DO TAMANHO DO QUE VEJO

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver

"Alberto Caeiro ,in "O Guardador de Rebanhos-Poema "Heterónimo de Fernando Pessoa "









Na 1ª foto podem ver a passadeira onde fazemos as caminhadas diárias,de um lado é rio do outro campo.

Sinto-me uma privilegiada ,apesar de viver num apartamento no centro da vila ainda consigo ter campo e rio a cinco minutos de casa.


4 comentários:

  1. Bom dia Natalia.
    Só vim lhe ver, a noite eu vou ler as postagem que perdi e comentar.
    Beijos.

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  2. Olá Natália.
    Belo texto.
    As imagens como sempre lindíssimas.Como é bom poder caminhar admirando a paisagem,os animais.A natureza é uma dádiva de Deus.
    Bjs,tenha um excelente final de semana.

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  3. Que maravilha Natália...que sitio lindo para viver...e obrigada por Alberto Caeiro...só aqui cheguei hoje de manhã e lê-lo logo assim a começar o dia é fabuloso!
    Beijinhos querida amiga
    Maria

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  4. Lindo o poema..e adorei as paisagens,gostaria de estar ai..rsrsrs..
    Um lindo feriado para você.
    http://reginaladydapaz.blogspot.com.br

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Amo quem chega trazendo Carinho, Sorrisos, Alegria e Paz para a nossa Vida.