quinta-feira, abril 24

                 Na véspera do Dia da Liberdade 
                         
                       Celeste dos Cravos
A mulher que fez do cravo o simbolo da revolução .




Celeste Caeiro de 80 anos foi a mulher que fez do cravo o simbolo do 25 de abril de 1974.
Quarenta anos depois "Celeste dos cravos" como é conhecida,recorda um dos momentos mais marcantes da sua vida.

"No dia 25 de Abril de 1974 o restaurante onde eu trabalhava festejava o seu 1º aniversário.Como os patrões queriam fazer uma festa o gerente foi até ao Mercado da Ribeira no dia anterior para comprar flores.Podia ter comprado rosas,mas não,Comprou cravos".

Este é o inicio de uma das histórias mais bonitas da nossa Revolução que,por mero acaso,tornou-se um simbolo de esperança,paz e amizade,hoje acarinhado por todos os Portugueses.

"No dia 25 de Abril desse ano como era habitual,apanhei o transporte para a rua Braamcamp,a rua do restaurante.A casa nesse dia não abriu.Dizia o gerente que não sabia o que estava a acontecer,talvez um golpe de Estado e que,por isso,por ser perigoso ninguém saia."

"Vão para casa mas antes passem pelo restaurante para buscar as flores.É uma pena ficarem ali e murcharem,pediu o dono.

E assim foi.Juntas D. Celeste e a sua colega Conceição foram até ao armazém,apanharam um molhinho de cravos brancos e vermelhos,colocaram-nos debaixo do braço e sairam.
Indignada com este aparato,D.Celeste pensou para si mesma: "Está a dar-se uma revolução e eu vou para casa?".Apanhou o metro para o Rossi e dirigiu-se ao Chiado onde se cruzou imediatamente com as chaimites das Forças Armadas.

O que é que se passa ? Perguntou D. Celeste quando se aproximou de um dos tanques.
Nós vamos a caminho do Quartel do Carmo para fazer render o Governo,respondeu-lhe o soldado.
Então e já estão aqui há muito tempo?Voltou a interpelar.
Estamos desde as duas da manhã.E o militar pede-lhe um cigarro.

D. Celeste já tinha trabalhado numa tabacaria,sabia perfeitamente a sensação de querer fumar um cigarro.Triste por não ter nenhum consigo,apesar de não fumar respondeu-lhe:

Não tenho nenhum cigarro,mas tenho um cravinho,estendendo-lhe a flor,que o soldado colocou cuidadosamente no cano da sua espingarda.
                                                     Foi o primeiro




D.Celeste foi distribuindo os cravos pelos militares que encontrava pelo caminho atá à Igreja dos Mártires,espalhando assim,na sua ingenuidade de menina,a cor vermelha de Abril por Lisboa.

Chegou a casa.A sua mãe preocupada perguntou-lhe o que estava a fazer na rua.D.Celeste foi até à janela e mostrou-lhe como lindas ficaram as ruas com os seus cravos.

Também este ano a história que acabaram de ler comemora os seus 40 anos.
40 anos de confiança entre o movimento militar e os desejos do povo português para derrubar o regime fascista.
Mas mais importante,é que foi graças ao simples mas grandioso acto de D.Celeste que ao oferecer as flores aos militares,impediu as espingardas de disparar,transformando o cravo vermelho numa palavra de ordem visual.expressão da vontade popular pacífica.
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS.

Fonte...http://vamosfalardeabril.blogspot.pt/2014/03/celeste-caeiro-flor-que-deu-o-nome.html

8 comentários:

  1. Oi Natália, que história fantástica, que aprendemos com esse simples gesto de se oferecer um simples cravo. Temos tanto a oferecer uns aos outros um sorriso por exemplo. Parabéns pela postagem tenha um dia lindo com alegria no coração. bjsss

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  2. Que beleza de reportagem trouxeste, bem elucidativa da data! beijos,chica

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  3. Olá Natália, não poderia ser mais perfeita e real a sua crónica sobre a história do símbolo da nossa Revolução dos Cravos!
    Cravos que vi ao vivo no Largo do Carmo em 25 de Abril de 1974:))!
    Beijinhos e festejemos sempre Abril com esperança nos nossos corações! Um beijinho. Ailime

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  4. Gostei de saber um pouco sobre a história da Revolução dos Cravos,que deixou marcado o gesto especial da Dona Celeste.
    Beijos

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  5. É muito linda esta historia da Revolução dos Cravos, reler é muito bom para avivar a memoria.
    Bela postagem.
    Meu terno abraço de paz e luz.

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  6. Gostei de saber mais sobre essa Revolução, Natália!
    Bonita história de esperança e coragem!!

    Um beijo

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  7. Natáli, que história linda, adorei conhecer!
    Lindo gesto! Bela postagem!!
    Beijos
    Amara

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  8. Obrigada por lembrares e explicares o dia em que a liberdade virou flor!
    Beijinhos
    Maria

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Amo quem chega trazendo Carinho, Sorrisos, Alegria e Paz para a nossa Vida.