segunda-feira, setembro 8

                                               Mãe     

Ontem foi celebrada a missa do 30º dia da tua partida.
Fiz o que tu gostavas que fizesse,mandei rezar a missa na tua igreja,aquela onde casaste  há 56 anos  e que tu tanto gostavas de visitar.



Fez agora um ano que estavas tão feliz aqui na porta da igreja.
            

Mãe tu sabes que eu gostava que tivesses ficado no cemitério aqui ao pé de mim,gostava de te visitar mais vezes,mas sei que tu não querias,pedias-me sempre para te levar para a terra onde nascemos e foi isso que fiz ,acredito que estás feliz na mesma sepultura dos teus queridos pais.Estão os três juntinhos.
Não te sei explicar o que senti ontem,durante toda a minha vida sempre me fiz de forte,nunca chorava perto de ti,não te queria ver sofrer ,mesmo durante a minha doença só me viste chorar uma vez.Lembro-me bem desse dia em que choraste junto comigo e me pedias para eu não dizer aquelas palavras que me saiam da boca num dia de tanto sofrimento e em que eu estava farta de tudo.
Ontem chorei muito,ao ouvir as palavras do padre não consegui evitar as lágrimas ,ao visitar o cemitério só queria poder levantar aquela pedra e ver-te mais um vez.
Não sou tão forte como imaginavas!
Tenho tantas saudades tuas Mãezinha.


Durante o dia continuo a fazer-me de forte,tenho que ter força para tratar dos nossos meninos mãe.
Como eu gostava que aqui estivesses.O nosso Francisco está lindo mãe.





Continuo a ir todos os dias com a Leonor e o Rafael para o parque como tu também tanto gostavas de ir.
São eles que me dão força durante o dia,mas quando chega a noite e eles vão para casa tudo é tão difícil Mãe.



Falta-me a tua voz,o teu sorriso.
A tua casa está igual como no dia que partiste,fui lá um dia para tirar as tuas roupas mas ao abrir a porta do roupeiro e as gavetas não consegui mexer em nada. Dizem-me que faço mal que estou a adiar a dor.Mas não consigo.
Dói muito desfazer-me das coisas que tu adoravas .
A tua casa continua igual,tudo arrumadinho como tanto gostavas.
Sei que mais dia menos dia tenho que arranjar coragem para o fazer,já tive pessoas amigas que se ofereceram para me ajudar mas eu não quero.
Tenho que ser eu a fazer isso.
É nestas alturas que sinto a falta de um irmão.Mas éramos só as duas.
Tem sido assim há 15 anos desde que o pai partiu.Só tu e eu.

Tenho saudades Mãezinha querida.Muitas...Muitas...Muitas.
Sinto tanto a tua falta.


A partir de amanhã vou tentar começar a escrever no blog e a visitar os vossos blogues.
Mais uma vez obrigada a todos pelo carinho e pela força que me têm dado.
Beijos.

12 comentários:

  1. Que lindo carinho e palavras de saudades para tua mão! Um Mês já! Pouco a pouco a vida retoma seu normal. Tu tens as crianças no parque, isso faz bem. Tens a consciência de ter fito tudo por ela sempre em vida!

    Fica bem! bjs, chica

    ResponderEliminar
  2. Minha querida Natália...esse amor tão sublime que te une a tua mãe é uma dádiva imensa...nem todos o conseguem na vida...e será ele que te dará força para seguir em frente, precisamente por aqueles para quem és o que ela foi e é para ti...Sei que serás capaz de "fazer o teu luto"...mas fá-lo ao teu tempo...digam o que disserem...Deixo o meu carinho e um terno abraço nesta fase tão dolorosa.
    Maria

    ResponderEliminar
  3. Boa tarde Natália, uma declaração de amor muito linda a sua mãe!
    Assim resumo muito emocionada o que tão comovida escreveu!
    Os seus netinhos tão lindos e o Francisco um bebé maravilhoso são o prolongamento da sua mãe e eles ajuda-la-ão a superar sua a falta. Como diz a Maria tudo no seu tempo, porque há dores que ficam para sempre na alma!
    Um beijinho e um abraço apertadinho.
    Ailime

    ResponderEliminar
  4. Anónimo16:21

    Um beijinho grande Natália.
    Geninha

    ResponderEliminar
  5. Oi Natália, que linda declaração de um verdadeiro amor vivido com sua mãe.
    É bom falar, colocar prá fora tudo o que sente, dor, tristeza, alegrias, as saudades, os momentos vividos, ameniza a dor que vai passando devagarinho onde somente o tempo vai tratar de cuidar e consolar. Faça como quiser, fale, chore qd quiser. Suas palavras ecoaram junto com a saudade. Lindos seus netinhos. Desejo um dia maravilhoso. bjs

    ResponderEliminar
  6. Te entendo Natália e sei como se sente.Vai fazer quatro anos que a minha mãe se foi,a saudade é imensa, a sua ausência ainda dói muito.Só a força que vem Deus que nos ajuda a prosseguir.
    Beijo,tenha uma semana de paz.

    ResponderEliminar
  7. Natália, que belas e carinhosas palavras! Dói muito eu sei, muita força, procure a se dedicar muito aos netinhos eles vão te ajudar.
    Beijos
    Amara

    ResponderEliminar
  8. Boa noite Querida Natália.
    Linda e emocionante palavras de profundo amor para a sua querida mãe. Amiga você é guerreira, sei que está sofrendo muito, mas com o conforto de Deus vai continuar caminhando, seus netos são lindos, o Francisco então está uma graça. Uma semana de muita paz.
    Um forte abraço.

    ResponderEliminar
  9. Impossível não me emocionar e lembra dos meus que partiram, cada um foi um pedacinho meu que ficou faltando, mas o tempo é o melhor remédio, não devemos forçar nada, o melhor é deixar os sentimentos fluírem e seguir o coração, forte abraço Luconi

    ResponderEliminar
  10. Essa dor só o tempo pode amenizar, mas a ferida estará lá sempre a latejar!
    Fique bem pra doar tudo o que em vida sua maezinha amava, agora ela esta do lado do Pai e as coisas lá são tão bonitas que ela já nem se lembra das roupas e objetos que aqui gostava. Pense no bem que fara a tantas outras pessoas com as doações que irão receber de alguém tão especial e que aqui foi tão amada. Esse corte material é necessário para a alma dela e para o alivio da sua, agora o que fica são as lindas recordações e o agradecimento a Deus por te-la presenteado com uma mãe tão presente, tão intensa, tão mãe!
    Sem dúvidas os netos nos salvam nesta hora!!!
    Ela está bem e deseja ardentemente que aqui você tbm fique...e chorar faz bem lava a alma, mas logo após deixe o sorriso estampar seu rosto novamente por que é aí que ela mora.

    Fique bem!
    Bjos

    ResponderEliminar
  11. Maria Duarte16:03

    Como a compreendo... perdi a minha aos 16 anos e, até hoje (tenho 40), não houve um dia em que ela não me fizesse falta, ou que não me lembrasse dela. Aprende-se a viver de outra forma, sem a presença física de quem parte, mas ficam para sempre no nosso coração.

    ResponderEliminar

Amo quem chega trazendo Carinho, Sorrisos, Alegria e Paz para a nossa Vida.