terça-feira, abril 29

                                        
                              Bailarina

Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina

Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá

Não conhece nem lá nem si
Mas fecha os olhos e sorri

Roda,roda,roda com os bracinhos no ar
E não fica tonta nem sai do lugar

Põe no cabelo uma estrela e um véu
E diz que caiu do céu

Esta menina 
Tão pequenina
Quer ser bailarina

Mas depois esquece todas as danças
E também quer dormir como as outras crianças

(Cecília Meireles)

domingo, abril 27

Esta é a minha participação na SEMANA COLORIDA
da ANNE LIERI do blog http://menina-voadora.blogspot.pt/


                                        O TEMA ESTA SEMANA É...PAZ



   A PAZ SEM VENCEDOR E SEM VENCIDOS


Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedores e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos.

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos melhor ler a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos.

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos.

A paz sem vencedor e sem vencidos.


"Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen: "



                              ♥Vamos brincar com a Chica?
                                 http://sementesdiarias.blogspot.pt/

                                  A minha frase

           Balaio e livro ... a minha tarde perfeita.



sexta-feira, abril 25

Comemora-se hoje os 40 anos da Revolução dos Cravos.

                     Desfile do Dia da Liberdade na Moita.


O cravo que a turma do meu neto fez com tampinhas e que está no largo da Câmara Municipal .




Algumas imagens do desfile com Ranchos foclóricos,Bandas de Musica,Bombeiros ,Motards e Associações do Concelho da Moita.



















Largada de pombos da varanda da Câmara.





quinta-feira, abril 24

                 Na véspera do Dia da Liberdade 
                         
                       Celeste dos Cravos
A mulher que fez do cravo o simbolo da revolução .




Celeste Caeiro de 80 anos foi a mulher que fez do cravo o simbolo do 25 de abril de 1974.
Quarenta anos depois "Celeste dos cravos" como é conhecida,recorda um dos momentos mais marcantes da sua vida.

"No dia 25 de Abril de 1974 o restaurante onde eu trabalhava festejava o seu 1º aniversário.Como os patrões queriam fazer uma festa o gerente foi até ao Mercado da Ribeira no dia anterior para comprar flores.Podia ter comprado rosas,mas não,Comprou cravos".

Este é o inicio de uma das histórias mais bonitas da nossa Revolução que,por mero acaso,tornou-se um simbolo de esperança,paz e amizade,hoje acarinhado por todos os Portugueses.

"No dia 25 de Abril desse ano como era habitual,apanhei o transporte para a rua Braamcamp,a rua do restaurante.A casa nesse dia não abriu.Dizia o gerente que não sabia o que estava a acontecer,talvez um golpe de Estado e que,por isso,por ser perigoso ninguém saia."

"Vão para casa mas antes passem pelo restaurante para buscar as flores.É uma pena ficarem ali e murcharem,pediu o dono.

E assim foi.Juntas D. Celeste e a sua colega Conceição foram até ao armazém,apanharam um molhinho de cravos brancos e vermelhos,colocaram-nos debaixo do braço e sairam.
Indignada com este aparato,D.Celeste pensou para si mesma: "Está a dar-se uma revolução e eu vou para casa?".Apanhou o metro para o Rossi e dirigiu-se ao Chiado onde se cruzou imediatamente com as chaimites das Forças Armadas.

O que é que se passa ? Perguntou D. Celeste quando se aproximou de um dos tanques.
Nós vamos a caminho do Quartel do Carmo para fazer render o Governo,respondeu-lhe o soldado.
Então e já estão aqui há muito tempo?Voltou a interpelar.
Estamos desde as duas da manhã.E o militar pede-lhe um cigarro.

D. Celeste já tinha trabalhado numa tabacaria,sabia perfeitamente a sensação de querer fumar um cigarro.Triste por não ter nenhum consigo,apesar de não fumar respondeu-lhe:

Não tenho nenhum cigarro,mas tenho um cravinho,estendendo-lhe a flor,que o soldado colocou cuidadosamente no cano da sua espingarda.
                                                     Foi o primeiro




D.Celeste foi distribuindo os cravos pelos militares que encontrava pelo caminho atá à Igreja dos Mártires,espalhando assim,na sua ingenuidade de menina,a cor vermelha de Abril por Lisboa.

Chegou a casa.A sua mãe preocupada perguntou-lhe o que estava a fazer na rua.D.Celeste foi até à janela e mostrou-lhe como lindas ficaram as ruas com os seus cravos.

Também este ano a história que acabaram de ler comemora os seus 40 anos.
40 anos de confiança entre o movimento militar e os desejos do povo português para derrubar o regime fascista.
Mas mais importante,é que foi graças ao simples mas grandioso acto de D.Celeste que ao oferecer as flores aos militares,impediu as espingardas de disparar,transformando o cravo vermelho numa palavra de ordem visual.expressão da vontade popular pacífica.
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS.

Fonte...http://vamosfalardeabril.blogspot.pt/2014/03/celeste-caeiro-flor-que-deu-o-nome.html

quarta-feira, abril 23



A data tem como objetivo reconhecer a importância e utilidade dos livros,assim como incentivar hábitos de leitura na população.

                  ♥♥♥
ABENÇOADO SEJA
                  ♥♥♥

Livro na sala de aula
Livro no pátio,na varanda
Livro na mão
livro no coração

Livro tem cheiro,tem gosto
Ruido,melodia
Ritmo,canção
verdade,fantasia,brincadeiras
suspense,intriga ,ação

Livro de reza ,de estudo
De amor,de tragédia
Livros de receitas de cozinha
Livros p´ra ler a vida
Livro p´ra curar a dor

Livro me acalma
Me pega ao colo
Me leva pr´o espaço infinito
Pr´os cantos da minha alma
Onde ninguém nunca vai

Livros
De história
De estudo
Livros de poesia
De tudo!

Abençoado seja
Livro meu
De cada dia.


"Poema de Leda Maria"






terça-feira, abril 22

                                    DIA MUNDIAL DA TERRA


O Dia da Terra foi criado pelo senador Norte Americano Gaylor Nelson no dia 22 de abril de 1970.


A TERRA ONTEM E HOJE.

Eu era virgem e formosa 
Vivia banhada de mel
Abelhas me trabalhavam
Só se via mata e céu
Me deleitava o sono
Como uma noiva sem véu




Rios de águas,tão linda
Desciam por cima de mim
Sem sujeiras nem lixos
Talvez flores de jasmim
Hoje quase não me vejo
Mas alimento um desejo
De não estar chegando ao fim



Vejo os homens acabando
Aquele manancial
Rio Amazonas tão lindo
São Francisco,no final
Como eu era decente
Tenho uma saudade tão grande
Gostaria que eu fosse
como era antigamente



Os homens fazem queimadas 
Com uma ganância cruel
Matam animais e matas
Me amargura como fel
Parece até que perderam
No coração o amor
Nem parece aquele homem 
Que um dia Deus criou



Fui tão bela e sadia
Hoje doente e cansada
Vou morrendo a cada dia
Poluida e maltratada
Tenho pena dos que vêm
Não terão outra morada.

Poema de Leda Cantalice de Medeiros.



segunda-feira, abril 21


Amo a delicadeza dos gestos simples, que ganham as horas
Que são ternas entregas de bem querer
Suaves laços, que não conhecem demoras
Que enlaçam e enfeitam a poesia de cada ser
Que se doa e encanta, sem mesmo saber
O quanto de amor que floresce em cada carinho
O quanto que semeia sorrisos pelo caminho

 - Claudia Salles -




domingo, abril 20

                       Blogagens coletivas

Esta é a minha participação na SEMANA COLORIDA da ANNE LIERI 
do blog  http://menina-voadora.blogspot.p

O TEMA ESTA SEMANA É...VIDA NOVA


Hoje é dia de despertar para a VIDA NOVA.

Hoje é dia de renascer!

É dia de compreender,é dia de perdoar,é dia de plantar.

Páscoa é renascimento e renovação.


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                      ♥ Agora vamos brincar com a Chica ? 


                                                 A minha frase

              Que a doçura da Páscoa se prolongue

     


                              Entre também na brincadeira e participe.
                                  http://sementesdiarias.blogspot.pt/

sexta-feira, abril 18

Que nesta Páscoa
Haja muitos doces em sua vida

O doce sorriso daqueles que te amam

A doce alegria de ter o pão na sua mesa

A doce esperança de ter um futuro
de paz e prosperidade.



quarta-feira, abril 16

                             Lenda do folar da Páscoa



Esta é uma das várias lendas que a tradição guarda ciosamente sobre o folar da Páscoa.

É simples como a alma do povo, pois do povo ela vem. Diz-se que é muito antiga.Todavia, não se sabe ao certo a data em que começou a circular de boca em boca.
Numa aldeia que a tradição não menciona, uma linda rapariga chamada Mariana, pobre mas bela, tinha uma única ambição na vida: casar cedo.
Diz a lenda que ela fiava sentada à porta de casa e orava no seu íntimo a oração que já vinha de avós para mães e de mães para filhas.
Era assim a oração:

Minha roquinha esfiada,
Meu fusinho por encher,
Minha sogra enterrada,
Meu marido por nascer.
Minha Santa Catarina,
Com devoção e carinho
Tomai-vos minha madrinha,
Arranjai-me um maridinho.

Embora a não entendesse bem, parecia-lhe que recitando esta fórmula antiga, que já havia casado sua mãe e sua avó, e as mães e as avós das moças da sua idade, ela seria igualmente atendida.
Contudo, acrescentava sempre uma palavrinha sua, não fosse a Santa entender mal o seu desejo.
E terminava, pois, dizendo: — Santa Catarina! Bem sabeis que me quero casar, com um moço que seja belo, e forte, e trabalhador, para que não fique na miséria...

Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos.
A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa.
Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos.
Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão.
Mariana não sabia o que fazer.
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte.
Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.

Véspera de Páscoa. Marianinha e Amaro tinham combinado para breve o casamento.
Todavia, a rapariga não andava feliz. Do fidalgo ninguém mais vira a sombra. Mas dizia-se à boca pequena que no dia do casamento ele havia de aparecer para matar o Amaro.
Era como uma nuvem negra a toldar o sol dessa alegria nascente!
Atormentada, Marianinha não se deitou nessa noite.
Chorava e rezava. Pedia perdão de ter sido a causadora dessa inquietante situação.
Fora a ambição que a toldara. Mas agora via claro. E queria que tudo acabasse em bem.

Pedia então, entre soluços: — Ó minha Santa Catarina! Vós, que estais tão perto de Deus, falai-lhe por mim e pedi-lhe que me perdoe e me dê uma prova desse perdão!
Foi então ao que se diz — que ela viu a imagem sorrir-lhe...

Marianinha tomou alento. Manhã cedo saiu para o campo.
Apanhou flores e colocou-as no altar de Deus.
Chegada a casa ficou surpreendida. Sobre a mesa das refeições estava um grande bolo com ovos inteiros dentro e rodeado de flores.
Flores iguaizinhas às que ela levara ao altar.
Julgando ter sido oferta de Amaro, correu a casa dele. Mas encontrou-o no caminho.
Também ele ia a casa da noiva. Tinha encontrado, na sua mesa, sem saber quem o levara, um bolo semelhante ao de Marianinha.
Resolveram ir para casa da jovem. E comentaram: — Quem poderia ter sido?
Marianinha não respondeu. Mas sorriu. Amaro indagou: — Porque sorris?
Ela olhou a imagem de Santa Catarina e explicou: — Sabes... Eu ontem orei muito… chorei muito... E pedi a Deus, por intermédio da Santa minha madrinha, que me desse um sinal...
Que sinal? — Um sinal de que estou perdoada... e de que tudo irá correr bem...
E pensas que foi Deus que nos ofereceu o bolo? — Não. Penso... que foi o fidalgo!
O fidalgo? E porquê ele?
Porque Deus quis que ele nos deixasse em paz, e me perdoasse a escolha que fiz...
Amaro concordou: — Talvez...
Só ele teria dinheiro para tão rico presente.
Um bolo com ovos inteiros… e flores... Confesso que nunca vi!
Onde teria ele ido buscar esta ideia?
Marianinha agarrou uma das mãos do noivo: — Amaro! E se fôssemos agradecer-lhe?
Achas que sim? — Acho!
É Deus que assim o quer!
Então, vamos!
E saíram.

Mas no caminho encontraram o fidalgo que lhes sorriu. Amaro apressou-se a falar-lhe:
Senhor fidalgo, quero agradecer-vos a vossa lembrança. O que lá vai, lá vai… e isso prova a vossa grandeza de alma!
O fidalgo pareceu surpreendido.
Amaro, eu é que tenho de agradecer a vossa lembrança.
Nunca vi em toda a minha vida tão lindo bolo com flores!
O jovem casal entreolhou-se. As lágrimas afloraram aos olhos de Marianinha, que exclamou emocionada: Deus é grande! Deus é bom!
Apertaram-se as mãos. Separaram-se amigos.
Mas só Marianinha sabia ao certo quem oferecera aqueles bolos com ovos e flores, verdadeiro presente do Céu.
Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação.

Durante as festividades cristãs da Páscoa, o afilhado costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de flores à madrinha de baptismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

terça-feira, abril 15

          Olá...Eu sou o Francisco e já tenho 2 meses.


           Nesta foto estou com a minha avó e com o meu papá.


            Aqui estou com a minha mamã


                      Aqui estou muito atento a ouvir o meu avô



 No domingo já fui passear ao parque com os meus avós e com os papás.

        

Hoje fui com a minha mamã e a minha avó ao centro de saúde levar as vacinas dos 2 meses .
Levei duas picas,uma em cada perna e chorei muito.

segunda-feira, abril 14

Ontem realizou-se a Procissão do Senhor dos Passos na Moita








Encenação Jesus e a Samaritana junto ao Poço de Jacob na Procissão do Senhor dos Passos




 Encenação de Jesus e o cego